terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009
- Isso é importante, ter alguém com quem envelhecer. O que mata a maioria das pessoas são as expectativas irreais.
(Sally/Jack)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Eu sou menino
Sentada comigo na porta da rua
Ela é menina
Ah! Deixa pra lá meu amor
Vem comigo e esquece
Este drama ou o que for
Sem sentido
Ama não ama se ama me chama
Que eu vou
Ah! Hoje em dia tudo mudou
Deixa disso
Não guarde pra si o que é meu
Vem comigo
Beijando, voando, abraçando a menina
Eu sou menino
Sentada comigo na porta da rua
Ela é menina
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
e ela teve uma discursão no fim da noite para melhorar.sábado, 3 de outubro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
While the days slipped by from my window watching
Where were you when I was hurt and I was helpless
Because the things you say and the things you do surround me
While you were hanging yourself on someone else's words
Dying to believe in what you heard
I was staring straight into the shining sun
Lost in thought and lost in time
While the seeds of life and the seeds of change were planted
Outside the rain fell dark and slow
While I pondered on this dangerous but irresistible pastime
I took a heavenly ride through our silence
I knew the moment had arrived
For killing the past and coming back to life
I took a heavenly ride through our silence
I knew the waiting had begun
And headed straight...into the shining sun"
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Rancor
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Certa vez, encontrei um conhecido de Porto Alegre que não via pelo menos á2o anos. Outra, chegando de uma temporada penosa numa Londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da Guerra do Golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. Na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da le dela Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro.
Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça. Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente. Três anos depois fui parar em Saint-Nazaire, cidadezinha no estuário do rio Loire, fronteira sul da Bretanha. Lá, escrevi uma novela chamada Bem longe de Marienbad , homenagem mais à canção de Barbara que ao filme de Resnais. Uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. Por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) Camille Claudel. Lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. E lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. E do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei.Pego o metrô, vou conferir. Continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do Quai de Bourbon, no mesmo lugar. Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.
O Estado de S. Paulo, 3/4/1994
domingo, 13 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
De todas as coisas que eu inveitei você foi a mais bonita.
domingo, 23 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa,meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia, ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Baby, baby, baby, baby
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá prá ti e prá mim
Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor, meu Chicão...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Ao gosto de agosto.
(Caio Fernando Abreu)
Eu inventei meu amor de agosto.
Ao gosto do meu gosto.
Ou pelo menos inventei a situação e todos os passeios.
Sem freios.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Case Jex Smith
quinta-feira, 2 de abril de 2009
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Toquei o céu azul, a tranquilidade e a segurança da minha pacata cidade por essa vida cinzenta belorizontina - antes tivesse sido só isso - troquei uma vida certa por esse emaranhado de incertezas.
Não poderia dizer que fiz a escolha certa e nem dizer que não deveria tê-la feito, apesar das dúvidas eu estou bem (ao menos irei ficar).
Aqui sempre acho que as coisas vão acontecer, assim vou vivendo um dia após o outro na esperança de que aconteçam (embora já tenha aprendido essa lição: nada vai acontecer). Sempre acho que estou a um passo da fama e a um centímetro da loucura. Vivo numa corda bamba segurando em uma mão uma sombrinha e na outra um monte de dúvidas. Pensar na minha cidade as vezes me acalma, é meu refúgio e um sentimento de que ainda me restam algumas certezas.
A nossa casa é onde o nosso coração está.



